sábado, 26 de março de 2016

Velocistas já competem nos Estados Unidos

25|03|2016 - 20:49 | Assessoria de Imprensa da Confederação Brasileira de Atletismo
São Paulo - Os velocistas brasileiros convocados para o Camping Internacional Caixa de Treinamento e Competições nos Estados Unidos participaram nesta sexta-feira (25) do primeiro dia de provas da Spring Break Invitational na Universidade do Norte da Flórida, em Jacksonville. As atividades fazem parte do Programa de Preparação Olímpica da Confederação Brasileira de Atletismo para os Jogos Rio 2016.

Na final dos 200 m, os brasileiros dominaram o torneio, ficando com os três primeiros lugares. Com velocidade do vento de 2.9 m/s, Bruno Lins terminou na primeira colocação, com 20.60, seguido de Jorge Henrique Vides, com 20.74, e de Vitor Hugo dos Santos, com 20.82.

Nos 100 m, seis atletas do Brasil se classificaram nas preliminares para a final: Paulo André de Oliveira, com 10.37 (2.6), Rodrigo Nascimento, com 10.41 (2.3), Vitor Hugo dos Santos, com 10.42 (1.1), Jorge Henrique Vides, com 10.45 (-0.1), Bruno Lins, com 10.45 (0.6) e Aldemir Gomes Junior, com 10.58 (1.3).

Já na prova dos 100 m femininos, cinco brasileiras ficaram entre as finalistas, sendo que Franciela Krasucki obteve o melhor tempo das preliminares, com 11.57 (-0.1). As outras qualificadas foram Bruna Farias, com 11.83 (-0.7), Vanusa dos Santos, com 11.97 (-1.3), Vitória Rosa, com 12.06 (-0.6) e Evelyn Paula, com 12.09 (-1.8).

A competição termina neste sábado em Jacksonville, com a disputa das provas dos revezamentos, além das individuais finais. A delegação segue depois para Gainesville, também na Flórida, onde prosseguirá os treinos e competirá de quinta-feira (31) a sábado (02).

A CBAt convocou 15 atletas - oito homens e sete mulheres - para o Camping Internacional, cujos recursos são bancados pela Confederação Brasileira de Atletismo, através do Programa Caixa de Treinamentos e Competições, e pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB).

sexta-feira, 25 de março de 2016

Atletismo – somando conquistas

Metrópole foi em busca de uma história de esporte, entre poucas parecidas no Paraná, mas muito mourãoense na essência, porque fala de desafios vencidos e da garra daqueles que, com o trabalho diário, querem construir uma sociedade melhor – e estão conseguindo.
Sem dúvidas, a modalidade que mais tem somado conquistas para o esporte local é o atletismo. Dezenas de títulos e centenas de medalhas consagram também o trabalho do técnico da Fundação de Esportes, Paulo Cesar Costa, o “Paulinho”. Nesse ano em especial, ele celebrou sua 17ª subida ao pódio dos Jogos da Juventude do Paraná, entre as 20 vezes que Campo Mourão disputou a competição.


Também neste momento, jovens talentos por ele formados, na pista do Estádio “Roberto Brzezinski”, estão representando o Brasil em competições internacionais e outros batem recordes brasileiros em diversas provas.
Campo Mourão praticamente não depende mais de atletas de fora para ganhar medalhas na modalidade. Hoje são atletas de alto rendimento que procuram a cidade para treinar, reconhecendo o diferencial técnico e as condições oferecidas para a formação de campeões. Uma evolução que técnico e Fundação de Esportes sonharam e realizaram. Um preparando os atletas e buscando parceiros, outro viabilizando incentivos que permitissem a ampliação de recursos para tornar realidade esta fábrica de talentos.
Paulinho lembra que o trabalho começa no relacionamento do dia-a-dia, nas palavras de incentivo, reconhecendo a importância de cada um. “Sempre elogio o trabalho deles, sei que essas palavras são importantes. Falo das notas da escola, porque acompanho todos. Não adianta fazer tudo certinho e não estudar. Se não andar na linha logo corto das competições. Quando preciso, brigo. Isso de “não consigo”, “não posso” não existe no atletismo. Tudo é possível; se alguém fez é possível fazer. A gente tem condições de conseguir, é só treinar, batalhar para conseguir. Eu não gosto da palavra “não”. Em termos de resultado é “sim” sempre e você acaba no futuro provando que é a verdade. Treinando, se esforçando é muito melhor que desistir. Eles sabem que é para o seu bem e que no futuro, de tanto insistir, acabam chegando. Também ensino a nunca desrespeitar os outros. Não gosto que tire sarro. Existe a brincadeira, mas algumas não tolero, principalmente quando desvalorizam a pessoa. Você pode desmoronar de vez uma criança”, justifica.
O técnico diz saber que já fez uma história no atletismo, ajudando na construção de uma sociedade melhor. “Conquistei muito, sem nem pensar que ia conseguir. A mudança de vida que proporcionei a muitos deles, foi a melhor coisa que fiz na minha vida. Tudo que construí foi graças ao atletismo. Até minha família. Não me arrependo de nada, faria tudo de novo. Bati muito a cabeça, caí varias vezes e nunca desisti. E o que digo para os atletas, digo para mim. Adoro um desafio. Se a pessoa fala: ”você não vai conseguir isso”, digo: “acabou de me dar uma injeção de ânimo”. Adoro provar que é possível, que consigo fazer. Para mim, uma das metas que alcancei foi ver a vida diferente. Não desisto de maneira alguma, não sei abaixar a cabeça para os desafios, ou virar as costas. Encaro de frente, não tenho medo e vou provar que aquilo que é impossível para alguns e possível fazer sim, ainda mais se for um desafio para mim mesmo”.
Finalizando ele diz: “Hoje conheço os caminhos, as pessoas e sou conhecido. Espero contar com o auxílio de mais profissionais em breve, para me concentrar mais no treinamento de qualidade e toda iniciação esportiva, seguir o rumo traçado. A ideia é que essa referência cresça para o alto nível e para isso ainda dependemos de uma pista sintética, que, além da alta qualidade no rendimento, trará mais recursos para a modalidade. É nosso próximo desafio com a Fecam para o esporte mourãoense”. Alguém duvida que isso vai acontecer?
Bruno Fidélis
UNIMED - PATROCINADORA ATRAVÉS DA LEI DE INCENTIVO AO ESPORTE MUNICIPAL 


quarta-feira, 23 de março de 2016

CBAt decide ajudar as autoridades contra o Aedes Aegypti



São Paulo - A CBAt decidiu ajudar as autoridades na luta por livrar o País do Aedes Aegypti, mosquito que transmite os vírus da dengue, chikungunya e zika. A intenção é que a comunidade atlética nacional participe da luta, que beneficiará a todos os brasileiros.

O presidente da entidade José Antonio Martins Fernandes explica: "A luta é justa, pois a doença prejudica todas as atividades humanas, inclusive a esportiva. Nossa comunidade tem muito a ganhar se o Brasil vencer o problema."

Para começar a campanha, que será divulgada pela página da CBAt no Facebook, vários atletas foram convidados a participar, gravando vídeos pedindo o combate ao mosquito.

A campeã mundial do salto com vara Fabiana Murer foi uma das primeiras a aderir à campanha. O mesmo fizeram os medalhistas olímpicos e membros da Assembleia da CBAt Robson Caetano da Silva, André Domingos da Silva e Vicente Lenilson de Lima.

"Os atletas, assim como os demais membros da família do Atletismo, estão convidados a participar também", disse Georgios Stylianos Hatzidakis, gerente de Projetos Especiais da CBAt.
22|03|2016 - 16:01 | Da Assessoria de Imprensa da CBAt
Fonte: CBAt

segunda-feira, 21 de março de 2016

Zerado, Brasil tem pior Mundial Indoor desde 2001; CBAt foca no evento-teste

Confederação tenta ver pontos positivos diante das marcas ruins dos brasileiros,
A eliminação de Fábio dos Santos nos 60m com barreiras encerrou neste domingo a participação brasileira no Mundial de Portland. Zerado no quadro de medalhas pela primeira vez desde 2001, o país viu as suas maiores esperanças para os Jogos do Rio ficarem bem aquém até mesmo das melhores marcas no ano. Sem pôr muito peso na competição, a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) prefere focar na preparação da temporada em pista descoberta e aguarda o Ibero-Americano, que servirá como evento-teste do atletismo, para avaliar melhor os atletas.
Treinador-chefe da delegação em Portland, Carlos Alberto Cavalheiro listou para o GloboEsporte.com cinco diferentes níveis de performance que os atletas brasileiros poderiam ter alcançado no Mundial Indoor: 1) repetir a marca que os classificou para a competição, 2) alcançar a melhor marca da temporada, 3) atingir a melhor marca da carreira, 4) alcançar final mesmo sem atingir os objetivos anteriores e 5) conquistar medalhas. 
Ressaltando que a maioria dos eventos teve ausências importantes, Cavalheiro acredita que o país poderia ter tido um desempenho mais substancial.

- À exceção dos dois saltos com vara, onde mais de 80% (dos nomes de peso) estavam presentes, todas as outras provas estavam não muito fortes. Se tivéssemos alcançado os objetivos 1-2-3 (listados acima) poderíamos ter vários finalistas, inclusive medalhistas. Exemplos: Keila, Darlan, Thiago e Fabiana. 
Na tentativa de buscar pontos positivos na participação brasileira, Cavalheiro listou a experiência dada a dois estreantes e a avaliação de cada atleta sobre o estágio atual de sua preparação.

- Ponto positivo: dois atletas (Fábio e Eliane) fizeram a sua primeira participação em competições a nível mundial, o que é importante para eles. Também foi a competição onde os nossos atletas, a cinco meses dos Jogos Olímpicos, tiveram a oportunidade de avaliarem como anda a preparação deles e se é necessária algum tipo de modificação de planejamento e periodização. A nossa competição de controle será o Ibero-Americano, no Rio, em maio, e aí sim poderemos avaliar melhor.
A delegação verde-amarela no Oregon Convention Center contou com 10 atletas. As principais expectativas se concentraram no salto com vara, competição que abriu o programa de provas. Fabiana Murer, campeã mundial indoor em 2010, faria sua despedida em eventos do gênero. Thiago Braz, que em fevereiro superou o recordista mundial Renaud Lavillenie em um meeting na Alemanha, já havia saltado 5,93m no ano.
Os dois, no entanto, não conseguiram render de acordo com o potencial. Murer despediu-se em sexto lugar após errar os três saltos em 4,70m, enquanto Thiago ficou na penúltima colocação acertando apenas o salto de 5,55m. Augusto Dutra, finalista no Mundial de Pequim e outro representante brasileiro na prova, amargou a lanterna, tendo sucesso apenas com o sarrafo a 5,40m.

Foto: Getty Images
Veja mais em: http://goo.gl/l9u4nD

Mikael Antônio de Jesus, de Campo Mourão, representará o país no Mundial Juvenil de Atletismo


Mikael Antônio de Jesus, bolsista do Talento Olímpico do Paraná - TOP 2016, será um dos representantes do país no Mundial Juvenil de Atletismo, que será realizado na Polônia, em julho.


O atleta, natural de Campo Mourão, competirá nos 400m com barreiras. Treinado pelo Professor Paulo César da Costa o Paulinho .  Ele garantiu a presença no evento ao alcançar o índice durante o 3º Torneio da Federação de Atletismo do Paraná. A competição contou com a participação de cerca de 250 atletas do Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, São Paulo e Rio de Janeiro e foi disputado no último fim de semana 19  em Maringá. 



Troféu Brasil Adulto 


Além da vaga para o mundial, Mikael, junto com a também TOP 2016 Maria Letícia de Lima Peres, garantiu índice para o Troféu Brasil. Ambos na prova dos 400 metros com barreiras. Esta conquista se deu na disputa do Campeonato Paulista Adulto, Juvenil e Menores, em São Bernardo do Campo - SP, nos dias 12 e 13 de março. A dupla faz parte da equipe de Atletismo de Campo Mourão, comandada pelo técnico Paulo Cesar da Costa, o Paulinho - também bolsista do TOP 2016.


O Talento Olímpico do Paraná tem o patrocínio direto da Copel e também da Syngenta, e da própria Copel, através da Lei de Incentivo ao Esporte do Ministério do Esporte. Um realização da Secretaria de Estado do Esporte e do Turismo por meio do Instituto Paranaense de Ciência do Esporte.

Apoio

A equipe de atletismo mourãoense é mantida pelo Município de Campo Mourão, por meio da Fundação de Esportes (Fecam), com apoio da Caixa Econômica Federal (Patrocinador Master), Unimed (Lei de Incentivo ao Esporte) e Instituto Vanderlei Cordeiro de Lima, com apoio também do Paraná Palace Hotel, Dr. Artur Andrade, Clínica de Raios-X Dr. Marcos Corpa, Recanto da Costela, Academia Power, Rádio Musical FM, Imobiliária Fabri, Fiorella, Clínica de Fisioterapia São Paulo, Integrado Colégio e Faculdade, Refrigeração Mamborê, Comercial Ivaiporã, Fibrafio e Escritório de Contabilidade Bisi.

Mikael Antonio de Jesus

domingo, 20 de março de 2016

Porque o atletismo não salta para frente

Há 16 anos, a menina Keila Costa treinava com todas as dificuldades do mundo, em Abreu e Lima, pertinho de Recife.

Os traficantes locais jogavam cacos de vidro na pista de terra improvisada ao lado de uma escola pública. Faziam de tudo para impedir que o guerreiro Roberto Andrade trabalhasse com as crianças da região – que enfrentam um dos maiores índices de prostituição de Pernambuco.

Pois mesmo com todo tipo de enfrentamento e obstáculo, o técnico Roberto fez de Keila uma atleta de verdade, fora de série.
Em um Campeonato Brasileiro Norte-Nordeste, realizado em Natal, os organizadores tiveram de aumentar a pista com uma tábua para que ela pudesse executar o seu salto em 19 passadas e conquistar a medalha de ouro na prova do salto em distância.

Era na época uma menina promissora.
Cumpriu o seu destino: trocou Recife pelo sul, disputou Olimpíadas, estará nos Jogos do Rio e neste sábado ficou em 9.º lugar no Mundial Indoor de Atletismo, que está sendo disputado em Portland, nos Estados Unidos. Não foi muito bem, na verdade, saltou 13 metros e 94 centímetros.
Estaria tudo certo se quando os dirigentes trouxeram Keila para São Paulo, tivessem dado condições a Roberto Andrade para descobrir novas crianças talentosas em Abreu e Lima. Seria certo se tivessem mandado pares de tênis, camisetas, calções para o abnegado pernambucano distribuir para seus meninos.
Seria mais certo ainda se o tivessem ajudado com cursos para especialização em sua atividade na Educação Física. E seria o ideal se o governo pernambucano, a prefeitura da cidade e o Ministério do Esporte dessem condições para que a pista improvisada virasse uma pista de verdade, que os traficantes fossem enxotados do lugar, que uma nutricionista trabalhasse com Roberto.

Mas nada disso aconteceu. Roberto continua garimpando, continua educando as crianças do lugar. Ele não desiste.
Hoje treina 150 pequenos atletas, com caixas de papelão, canos que imitam barreiras e uma alimentação que ele consegue sabe-se lá onde.

Isso explica por que o esporte nacional – o que vai ter uma Olimpíada toda sua – não anda para frente.
Foto: Ian Walton
Fonte: http://goo.gl/4f0Frp

Americano vai de fritador em fast-food a campeão mundial em dois anos

Descoberto por técnico no final de 2014, Boris Berian tem ascensão meteórica nos 800m e consagra início de temporada perfeita com título nos 800m em Portland

Chegar com status de estrela a um campeonato de elite ainda assustava Boris Berian. Há menos de dois anos, a rotina do americano consistia em dormir no sofá de um amigo e garantir seu sustento trabalhando em uma franquia do McDonalds. Descoberto por um técnico de ponta no final de 2014, pôde finalmente deixar de fritar hambúrgueres para dedicar-se exclusivamente a perseguir o sonho olímpico. Hoje, aos 23 anos,consagrou o incrível início de temporada com um emocionante título nos 800m do Mundial de Portland. Empurrado pela torcida do início ao fim, cravou 1m45s83, melhor marca de 2016 em pista coberta. Antoine Gakeme, do Burundi (1m46s65) e Erik Sowinsk, também dos EUA, completaram o pódio no Oregon Convention Center.
- Definitivamente a última parte foi da torcida, me apoiando, gritando loucamente. Eu só queria fazer minha parte, liderar a prova e segurar depois, ver quão forte eu era para terminar - disse o campeão.
atletismo Boris Berian Portland (Foto: Getty Images)
Assim como a maioria dos atletas olímpicos americanos, Berian conciliava os treinos com os estudos universitários. Aluno da Adams State University, foi bicampeão dos 800m da NCAA (Associação Atlética das Universidades Americanas). Não era, no entanto, um bom aluno, e decidiu abandonar os livros. 
Para bancar as viagens para competir, viu na rede de fast-food a oportunidade de fazer dinheiro. Ia de bicicleta para o trabalho, onde ganhava US$ 8 a hora (aproximadamente R$ 24 na conversão atual). Treinava à noite e tinha poucas horas de descanso, quase sempre passadas no sofá do amigo que lhe deu abrigo em Colorado Springs.
A guinada deste roteiro começou através de uma mensagem no Facebook. Foi convidado por Daniel Guerrero a integrar um clube de corrida na Califórnia. Um mês após junta-se ao grupo, conheceu Carlos Handler, marido de Brenda Martinez, medalhista de bronze em mundiais. Tendo uma preparação top, progrediu de forma impressionante. Baixou sua melhor marca da carreira de 1m48s93 para 1m45s30 em menos de cinco meses de treinamento. 
O primeiro gosto de um grande evento veio na etapa de Nova York da Diamond League no ano passado. Dividindo raia com o campeão olímpico e recordista mundial dos 800m, David Rudisha, conseguiu correr a distância em 1m43s84, apenas 15 centésimos mais lento do que o queniano.
atletismo David Rudisha e Boris Berian (Foto: Getty Images)
Se no campeonato americano outdoor em 2015 Berian não correspondeu às expectativas, neste ano ele as superou. No nacional indoor, sagrou-se campeão com 1m43s34, quinto melhor tempo do país na distância em todos os tempos. Foi o suficiente para colocá-lo como forte candidato ao ouro no Mundial de Portland.
Nas eliminatórias, disputadas nesta sexta-feira no Oregon Convention Center, Berian competiu na segunda bateria. Fez uma prova de recuperação e chegou a liderar o pelotão, mas foi ultrapassado no fim por Antoine Gakeme, do Burundi. Com a quinta melhor marca geral, avançou à final com o tempo de 1m48s55. Na decisão, disparou desde a primeira volta, imprimindo um ritmo forte. 
Na última parte da prova, quando parecia estar perdendo fôlego, a torcida fez sua parte. Os torcedores presentes no Oregon Convention Center se levantaram, gritaram muito e de alguma forma renovaram as energias de Berian.
atletismo Boris Berian Portland (Foto: Getty Images)
 Há dois anos eu estava no McDonalds. Estar agora competindo num nível de elite é definitivamente muito melhor do que eu esperava. Agora tem muita mídia atrás de mim, mas isso não me afeta muito. Eu foco em treinar e fazer o que eu amo, que é correr. Era um sonho representar os EUA, então estou muito feliz.
Se o título em Portland virou realidade, a próxima grande meta é manter o alto nível até 1º de julho, quando começam as seletivas olímpicas americanas. Na pista do Hayward Field, tradicional palco do atletismo dos EUA, Berian tentará garantir sua primeira participação nos Jogos. Olhando para trás, vendo sua evolução desde os tempos em que dividia os treinos com os turnos na lanchonete de fast-food, o atleta crê ser possível representar seu país no Rio de Janeiro.
- Quando a temporada outdoor começar devo manter o mesmo ritmo de treinos que fiz para o indoor. Quando o verão (do hemisfério norte) chegar, talvez eu trabalhe mais a velocidade. Estou tendo todo apoio da minha família e amigos, e meu agente está tentando patrocínios para que eu possa me dedicar só aos treinos. As Olimpíadas são a grande competição, e aqui foi uma boa preparação. 

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